Quinta e Sexta Feira (7 e 8 de Fevereiro) os governos europeus discutem o orçamento para a cultura da União Europeia ao longo dos próximos anos. E agora, mais do que nunca, é fundamental garantir o máximo possível de investimento na setor.
E é muito fácil dar uma ajuda. Basta ir a http://www.wearemore.eu/ e assinar uma mensagem que será imediatamente dirigida ao Primeiro Ministro português.
Depende de todos. Juntos.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Pedido de Esclarecimento ao Provedor de Justiça
Vimos alertar para a a eventual
ilegalidade do Aviso de Abertura 15486-c/2012, publicado na 2ª série
do DR de 19 de novembro, e assinado pelo Diretor-Geral das Artes.
1) Neste aviso a Direção-Geral das
Artes procura fixar uma interpretação relativa ao artigo 27 do
RAAFE (Regime de Atribuição de Apoios Financeiros do Estado), na
versão dada pelo DL 196/2008 de 6 de Outubro.
Quando neste se lê:
“A mesma atividade e o mesmo
projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos previstos no
presente decreto lei.”
O Senhor Diretor-Geral vem dizer, no
Aviso de Abertura, que se deve entender:
“A mesma atividade e o mesmo
projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos, pelo que cada
atividade e projeto, incluindo aqueles desenvolvidos em coprodução,
devem figurar apenas em uma única candidatura.”
Mas
ao longo dos últimos 4 anos, este artigo nunca tinha suscitado
qualquer polémica, sedimentando-se nos seus destinatários a
convicção de que o mesmo não colocava em causa o modelo da
co-produção; e foi com base nesta convicção, fonte de certeza e
segurança, que administração e cidadãos se foram comportando ao
longo dos últimos anos, sendo agora surpreendidos, de um dia para o
outro, com uma alteração política imposta por aviso de abertura.
2) No mesmo “aviso de abertura” (e
em conjugação com o Aviso de Abertura 15486-A publicado na mesma
altura) o Diretor Geral das Artes propõe uma afetação do montante
disponível no concurso, que altera, na prática e por completo, todo
o paradigma político do apoio às artes em Portugal, desde o início
dos anos noventa. Assim, e a um paradigma que tinha como eixo central
o apoio direto aos artistas (ainda que não excluindo outros eixos
indiretos), o aviso de abertura vem agora impor (dividindo
sensivelmente a meio os recursos disponíveis) um paradigma assente
de modo semelhante em apoios diretos e indiretos.
Senhor Provedor de Justiça,
naturalmente não nos dirigimos a si para discutir a oportunidade ou
bondade das decisões políticas que aqui estão em causa.
Pretendemos antes apontar que, salvo melhor opinião, determinadas
decisões políticas (do foro de Decreto-Lei, ou pelo menos de
Portaria) foram tomadas sem qualquer discussão pública, sem ouvir
os representantes do setor, sem Conselho de Ministros, sem nada,
apenas com uma assinatura do Diretor Geral das Artes, Samuel Rego.
Parece-nos assim que esta decisão fere
o sistema constitucional português, permitindo ao Diretor-Geral das
Artes, na prática, assumir poderes legislativos, alterando, na
prática, o regime constante de um Decreto-Lei (em cujo preâmbulo se
referia expressamente o cumprimento da discussão pública inerente à
produção legislativa em Portugal).
Vimos assim solicitar que a Provedoria
de Justiça se pronuncie acerca desta situação.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Data de entrega de Relatórios de Actividades
O prazo da entrega dos relatórios de actividades à DGArtes
foi decretado pela portaria nº 1204 A/2008 de 17 de Novembro, onde no Artigo
13º, ponto 2 diz o seguinte: “As entidades beneficiárias enviam à DgArtes e à
Direcção Regional de Cultura da respectiva zona de competência relatório de
actividades e contas, com a periodicidade definida no seu contrato”
A adenda aos contratos estipula que a data de entrega do
relatório de actividades é até 31 de Janeiro de 2013. Uma vez que o site da
DgArtes publicou um aviso com alteração na data de entrega do relatório de
actividades de 2012, somos confrontados com a situação estranha da não entrega
do relatório até 31 de Janeiro configurar claramente o incumprimento do
contrato. Recordamos que os contratos iniciais estipulam que qualquer alteração
terá que ser feita por escrito. Tem o
aviso no site da DgArtes peso legal?
Alguns associados da PLATEIA fizeram um pedido de
esclarecimento à DGArtes via telefone e a resposta não foi esclarecedora. A
própria DGArtes solicitou que a dúvida fosse colocada por escrito para
procederem à análise da situação e posterior clarificação.
Face
a estes factos, a PLATEIA alerta os seus associados e sugere que enviem um
pedido de esclarecimento urgente à DGArtes.
Discurso concentração 14 de Janeiro
"Obrigado pela vossa presença neste momento tão importante
para a cultura em Portugal e em particular na cidade do Porto.
Em 1988, a Secretária de Estado da Cultura decidiu que no
Porto havia Companhias de Teatro a mais. E que estas, ou se fundiam umas com as
outras ou seriam afastadas do apoio público às artes. E assim aconteceu. Os
artistas do Porto recusaram aceitar esta ordem arbitrária e foram todos, sem
exceção, afastados do apoio às Artes.
Ao longo dos último 25 anos
Vimos nascer e morrer um Ministério da Cultura em Portugal;
Vimos nascer e morrer um Teatro municipal na cidade do
Porto;
Vimos nascer e morrer a possibilidade de definir, de forma
democrática, as políticas para o setor cultural;
Em 2013 os principais países europeus, e a própria União
Europeia, reforçam os seus orçamentos para a cultura, reconhecendo-a como
imprescindível para a construção do futuro. Mas em Portugal o orçamento para a
cultura desceu abaixo do limiar da sustentabilidade, comprometendo a
pluralidade e o acesso dos públicos. E sobretudo comprometendo o futuro dos
nossos filhos, porque um povo sem cultura será sempre um povo sem independência
política e económica.
O Governo constantemente justifica-se com a falta de
recursos. É mentira. Não se trata só de recursos.
Trata-se de democracia - para discutir políticas, que não
há.
Trata-se de proporcionalidade nos cortes – para garantir um
futuro sustentável – que não há;
Trata-se de de competência – para organizar um concurso com
a devida antecedência – que não há;
Trata-se de conhecimento do país – e e não apenas das folhas
de cálculo e dos modelos matemáticos – que não há;
E é neste contexto que, 25 anos depois, a cidade do Porto
volta a viver a mesma situação.
Novamente uma gabinete da capital.
Novamente um Secretário de Estado da Cultura.
Novamente uma ideia de Engenharia Social.
Mas desta vez de uma forma discreta, sem ultimatos, apenas o
aviso de abertura de um concurso que de um dia para o outro vira de pernas para
o ar a política de apoio às artes, sem qualquer diálogo, sem qualquer
discussão, sem ouvir as associações representantes do setor.
E mais uma vez, o teatro do Porto a ser descriminado e a ser
colocado numa situação ainda mais negativa do que a do resto do país.
Do outro lado da rua, o nº 190, naquela casa com uma
varanda, temos a antiga sede dos “comediantes” uma companhia que há 25 anos foi
aniquilada, de forma gratuita, pelas
políticas dirigistas do governo central.
E estamos aqui hoje – e tantos de nós ainda nem sequer
tinham nascido naquela altura - para
dizer que não aceitamos viver num Estado de Sítio em que a Constituição foi
suspensa e a política se faz por despacho
Vamos voltar-nos, todos juntos, para aquela casa.
Vamos levantar as folhas vermelhas.
Vamos guardar um minuto de silêncio.
Porque não aceitamos a repetição desta história.
Carlos Costa
Direcção Plateia
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Petição Pelas Companhias de Teatro do Porto
No final dos anos oitenta, Teresa Patrício Gouveia, então Secretária de Estado da Cultura de um Governo do Partido Social Democrata, decidiu que as Companhias de Teatro, em atividade na cidade do Porto, se deveriam fundir ou então encerrar. O resultado deste dirigismo político foi brutal para a cidade, e em particular para todos os que não aceitaram o “convite” do governo central: Umas companhias encerraram enquanto as outras viram os seus financiamentos repentinamente cancelados.
25 anos depois, há novamente um Secretário de Estado da Cultura, de um Governo do Partido Social Democrata, a tentar exterminar as Companhias de Teatro da cidade do Porto. Chama-se Jorge Barreto Xavier, e de um dia para o outro – através de um simples despacho – modificou o paradigma do Apoio às Artes em Portugal, sem por um momento considerar o caso particular da cidade do Porto. Caso particular pela alta densidade e qualidade artística, associada a quatro escolas de teatro que constantemente geram novos projetos e alimentam o tecido profissional (técnico e artístico) de todo o país.
O Secretário de Estado da Cultura decidiu então dividir, sensivelmente a meio, os recursos disponíveis – sendo estes já 50% dos de há quatro anos – em dois concursos: Um para “apoios diretos aos artistas” e outro para “apoios a artistas associados às respetivas autarquias”. Mas no Porto é impossível, de facto, a generalidade dos agentes do setor poder optar por uma candidatura em associação com a sua autarquia; Por um lado, pelas restrições orçamentais inerentes ao concurso, e por outro lado, em virtude da debilidade das relações com a Câmara Municipal local (por vontade desta, claro).
Assim, os cortes de financiamento serão, na cidade do Porto, de 75% (!), condenando metade das Companhias de Teatro a pura e simplesmente encerrar.
Esta situação é mais um atentado grave à cultura e à economia da cidade do Porto, colocando em causa o direito de expressão e fruição artística de uma cidade que sempre se afirmou pela pluralidade e diversidade. Por isso chamamos os cidadãos do Porto para uma concentração, no dia 14 de Janeiro, segunda-feira, pelas 17 horas, junto ao edifício do Jornal de Notícias, na Rua Gonçalo Cristovão, no Porto.
E vamos encontrar-nos aqui porque do outro lado da rua, no número 190, fica precisamente a antiga sede da Companhia de Teatro “Os Comediantes”, uma das vítimas, de há 25 anos, das políticas dirigistas e cegas de um Governo profundamente ignorante do que se passava no Porto; Para dizer, na melhor tradição democrática da cidade, que não aceitamos que se legisle por despacho e que continuamos a repudiar este ataque continuado às instituições culturais da cidade.
Depois da Casa da Música são as Companhias de Teatro. E a seguir o que é que será?
25 anos depois, há novamente um Secretário de Estado da Cultura, de um Governo do Partido Social Democrata, a tentar exterminar as Companhias de Teatro da cidade do Porto. Chama-se Jorge Barreto Xavier, e de um dia para o outro – através de um simples despacho – modificou o paradigma do Apoio às Artes em Portugal, sem por um momento considerar o caso particular da cidade do Porto. Caso particular pela alta densidade e qualidade artística, associada a quatro escolas de teatro que constantemente geram novos projetos e alimentam o tecido profissional (técnico e artístico) de todo o país.
O Secretário de Estado da Cultura decidiu então dividir, sensivelmente a meio, os recursos disponíveis – sendo estes já 50% dos de há quatro anos – em dois concursos: Um para “apoios diretos aos artistas” e outro para “apoios a artistas associados às respetivas autarquias”. Mas no Porto é impossível, de facto, a generalidade dos agentes do setor poder optar por uma candidatura em associação com a sua autarquia; Por um lado, pelas restrições orçamentais inerentes ao concurso, e por outro lado, em virtude da debilidade das relações com a Câmara Municipal local (por vontade desta, claro).
Assim, os cortes de financiamento serão, na cidade do Porto, de 75% (!), condenando metade das Companhias de Teatro a pura e simplesmente encerrar.
Esta situação é mais um atentado grave à cultura e à economia da cidade do Porto, colocando em causa o direito de expressão e fruição artística de uma cidade que sempre se afirmou pela pluralidade e diversidade. Por isso chamamos os cidadãos do Porto para uma concentração, no dia 14 de Janeiro, segunda-feira, pelas 17 horas, junto ao edifício do Jornal de Notícias, na Rua Gonçalo Cristovão, no Porto.
E vamos encontrar-nos aqui porque do outro lado da rua, no número 190, fica precisamente a antiga sede da Companhia de Teatro “Os Comediantes”, uma das vítimas, de há 25 anos, das políticas dirigistas e cegas de um Governo profundamente ignorante do que se passava no Porto; Para dizer, na melhor tradição democrática da cidade, que não aceitamos que se legisle por despacho e que continuamos a repudiar este ataque continuado às instituições culturais da cidade.
Depois da Casa da Música são as Companhias de Teatro. E a seguir o que é que será?
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Abraço à Casa da Música
Um grupo de cidadãos convocou para o próximo dia 30 de Dezembro, Domingo, “um abraço à Casa da Música”, no Porto, como forma de protesto contra a redução de 30% do orçamento imposta pelo governo àquela estrutura, retirando ao Norte do país um dos seus raros pulmões de vitalidade. A PLATEIA solidariza-se com a iniciativa que terá lugar a partir das 15h30, e apela à participação neste acto, bem como à subscrição da Petição "Um Abraço pela Casa da Música" em http://www.peticaopublica. com/PeticaoVer.aspx?pi= P2012N33975
A Direcção
Mário Moutinho, Carlos Costa e Julieta Guimarães
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Comunicado da PLATEIA, sobre o concurso público para Apoio às Artes
Terminou, a 21 de Dezembro, o prazo de
candidaturas do concurso de Apoio às Artes. E por entre a
diminuição, em relação a 2009, de 50% das verbas disponíveis (já
anunciada em sede da aprovação do Orçamento de Estado) e a
estupefação com a súbita mudança de regras, mal houve tempo para
refletir sobre um ponto essencial.
Até aqui, a política para o setor
tinha sido conduzida por Decretos-Lei e pelas respetivas Portarias
Regulamentares, aos quais sempre se associaram os inerentes períodos
de discussão pública e aprovação.
Mas agora, o novíssimo Secretário de
Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, criou uma ferramenta
legislativa que até aqui era ignorada pelo sistema constitucional
português. Trata-se do “Aviso de Abertura”.
Porque se até 2012 um “Aviso de
Abertura” era apenas um aviso de abertura, com Barreto Xavier o
“Aviso de Abertura” passou a ter a dignidade de Decreto-Lei, não
só modificando prioridades anteriormente apontadas para o setor –
inviabilizando o regime da co-produção – como alterando mesmo
todo o paradigma do Apoio às Artes – até aqui centrado no apoio
direto à criação e agora (re)centrado no apoio indireto.
E tudo isto num singelo “Aviso de
Abertura”, sem qualquer discussão pública, sem ouvir os
representantes do setor, sem Conselho de Ministros, sem nada, apenas
com uma assinatura do Diretor Geral das Artes, Samuel Rego.
A Direção da PLATEIA
(Carlos Costa, Julieta Guimarães,
Mário Moutinho)
A PLATEIA – Associação das Artes
Cénicas representa cerca de 20 estruturas e 80 profissionais
individuais, do teatro e da dança, maioritariamente da área do Grande Porto.

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