A Direcção Geral das Artes divulgou os resultados do concurso para
apoios pontuais às artes.
Desde a aprovação do Orçamento de Estado que sabíamos que os
montantes disponíveis estavam longe de poder corresponder ao
dinamismo da criação artística nacional. Os resultados agora
divulgados apenas o reiteram: Só 14% dos candidatos foram aprovados.
Desde o aviso de abertura, que fixou os termos gerais do apoio às
artes, que desconfiávamos que as gerações mais jovens seriam pura e
simplesmente afastadas da profissionalização. Os resultados agora
divulgados vêm infelizmente confirmar esta expectativa: A geração
mais jovem é sistematicamente excluída do financiamento.
Mas o que não sabíamos - e é agora revelado pelos resultados - é que
o modelo concursal pudesse ser tão desadequado relativamente ao
perfil da generalidade dos candidatos, excluindo liminarmente um
terço (!) destes por razões burocráticas.
Não, não são os portugueses em geral, e os jovens artistas em
particular, que são estúpidos. O Secretário de Estado da Culura é
que preversamente concebe um esquema para destruir a renovação do
tecido criativo português. Ou então é incompetente.
A Direcção da Plateia
Mário Moutinho, Carlos Costa e Julieta Guimarães
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Carta Enviada à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República
O Secretário de Estado da Cultura tem repetido à imprensa que não houve alterações no modelo de apoio às artes. Mas tal afirmação não corresponde à verdade. Porque se deram alterações profundas que, infelizmente, não foram alvo da discussão e tramitação a que deveriam ter estado sujeitas.
A PLATEIA já fez chegar estas preocupações ao Senhor Provedor de Justiça, alertando para a eventual ilegalidade do Aviso de Abertura 15486-c/2012, publicado na 2ª série do DR de 19 de novembro, e assinado pelo Diretor-Geral das Artes.
1) Neste aviso a Direção-Geral das Artes procurou fixar uma
interpretação relativa ao artigo 27 do RAAFE (Regime de Atribuição de Apoios
Financeiros do Estado), na versão dada pelo DL 196/2008 de 6 de Outubro.
Quando neste se lê:
“A mesma atividade e o
mesmo projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos previstos no presente
decreto lei.”
O Senhor Diretor-Geral vem dizer, no Aviso de Abertura, que
se deve entender:
“A mesma atividade e o
mesmo projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos, pelo que cada
atividade e projeto, incluindo aqueles desenvolvidos em coprodução, devem
figurar apenas em uma única candidatura.”
Mas ao longo dos últimos 4 anos, este artigo nunca tinha
suscitado qualquer polémica, sedimentando-se nos seus destinatários a convicção
de que o mesmo não colocava em causa o modelo da co-produção; e foi com base
nesta convicção, fonte de certeza e segurança, que administração e cidadãos se
foram comportando ao longo dos últimos anos, sendo agora surpreendidos, de um
dia para o outro, com uma alteração política imposta por aviso de abertura.
2) No mesmo “aviso de abertura” (e em conjugação com o Aviso
de Abertura 15486-A publicado na mesma altura) o Diretor Geral das Artes propõe
uma afetação do montante disponível no concurso, que altera, na prática e por
completo, todo o paradigma político do apoio às artes em Portugal, desde o
início dos anos noventa. Assim, e a um paradigma que tinha como eixo central o
apoio direto aos artistas (ainda que não excluindo outros eixos indiretos), o
aviso de abertura vem agora impor (dividindo sensivelmente a meio os recursos
disponíveis) um paradigma assente de modo semelhante em apoios diretos e
indiretos.
Naturalmente não discutimos neste momento a oportunidade ou
bondade das decisões políticas que aqui estão em causa. Pretendemos antes
apontar que, salvo melhor opinião, determinadas decisões políticas (do foro de
Decreto-Lei, ou pelo menos de Portaria) foram tomadas sem qualquer discussão
pública, sem ouvir os representantes do setor, sem Conselho de Ministros, sem
nada, apenas com uma assinatura do Diretor Geral das Artes, Samuel Rego.
Parece-nos assim que esta decisão fere o sistema
constitucional português, permitindo ao Diretor-Geral das Artes, na prática,
assumir poderes legislativos, alterando, na prática, o regime constante de um
Decreto-Lei (em cujo preâmbulo se referia expressamente o cumprimento da
discussão pública inerente à produção legislativa em Portugal).
Aproveitamos também para chamar a atenção para as
assinaturas de 638 cidadãos que – por ocasião de uma concentração organizada
pela PLATEIA no dia 14 de Janeiro – fizeram sentir a sua preocupação pelos
efeitos desta (efetiva) mudança de paradigma sobre a diversidade e
acessibilidade da prática teatral na cidade do Porto (Petição pelas Companhias
de Teatro do Porto em http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=14jan17h).
Aliás, e perante o impacto destas medidas na região norte, e
em particular na cidade do Porto, é de todo incompreensível que o Senhor
Secretário de Estado da Cultura – já no decorrer do concurso e através do
Despacho 1911-A/2013 de 30 de Janeiro - tenha autorizado a transferência do
valor remanescente disponível nos apoios indiretos na região norte para outras
regiões (em vez de o manter na região norte, reafetando-o aos apoios diretos).
Parece-nos assim que seria de todo oportuno que o Senhor
Secretário de Estado da Cultura pudesse explicar, perante a Comissão de
Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, não só as suas
intenções mas também os seus peculiares
métodos de produção legislativa. E esclarecer, naturalmente, o que em
particular o moverá contra a região norte em geral e contra o teatro da cidade
do Porto em particular.
Com os melhores cumprimentos,
A Direção da Plateia
Mário Moutinho, Carlos Costa e Julieta Guimarães
A PLATEIA é uma associação que agrega cerca de 80
profissionais e mais de 20 estruturas do norte de Portugal, maioritariamente da
Zona Metropolitana do Porto, das áreas do teatro e dança. A PLATEIA afirma-se
como uma plataforma de discussão e intervenção acerca das políticas culturais,
nomeadamente para as artes performativas, aos níveis local, regional, nacional
e europeu.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
We are more
Quinta e Sexta Feira (7 e 8 de Fevereiro) os governos europeus discutem o orçamento para a cultura da União Europeia ao longo dos próximos anos. E agora, mais do que nunca, é fundamental garantir o máximo possível de investimento na setor.
E é muito fácil dar uma ajuda. Basta ir a http://www.wearemore.eu/ e assinar uma mensagem que será imediatamente dirigida ao Primeiro Ministro português.
Depende de todos. Juntos.
E é muito fácil dar uma ajuda. Basta ir a http://www.wearemore.eu/ e assinar uma mensagem que será imediatamente dirigida ao Primeiro Ministro português.
Depende de todos. Juntos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Pedido de Esclarecimento ao Provedor de Justiça
Vimos alertar para a a eventual
ilegalidade do Aviso de Abertura 15486-c/2012, publicado na 2ª série
do DR de 19 de novembro, e assinado pelo Diretor-Geral das Artes.
1) Neste aviso a Direção-Geral das
Artes procura fixar uma interpretação relativa ao artigo 27 do
RAAFE (Regime de Atribuição de Apoios Financeiros do Estado), na
versão dada pelo DL 196/2008 de 6 de Outubro.
Quando neste se lê:
“A mesma atividade e o mesmo
projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos previstos no
presente decreto lei.”
O Senhor Diretor-Geral vem dizer, no
Aviso de Abertura, que se deve entender:
“A mesma atividade e o mesmo
projeto não podem beneficiar de apoios cumulativos, pelo que cada
atividade e projeto, incluindo aqueles desenvolvidos em coprodução,
devem figurar apenas em uma única candidatura.”
Mas
ao longo dos últimos 4 anos, este artigo nunca tinha suscitado
qualquer polémica, sedimentando-se nos seus destinatários a
convicção de que o mesmo não colocava em causa o modelo da
co-produção; e foi com base nesta convicção, fonte de certeza e
segurança, que administração e cidadãos se foram comportando ao
longo dos últimos anos, sendo agora surpreendidos, de um dia para o
outro, com uma alteração política imposta por aviso de abertura.
2) No mesmo “aviso de abertura” (e
em conjugação com o Aviso de Abertura 15486-A publicado na mesma
altura) o Diretor Geral das Artes propõe uma afetação do montante
disponível no concurso, que altera, na prática e por completo, todo
o paradigma político do apoio às artes em Portugal, desde o início
dos anos noventa. Assim, e a um paradigma que tinha como eixo central
o apoio direto aos artistas (ainda que não excluindo outros eixos
indiretos), o aviso de abertura vem agora impor (dividindo
sensivelmente a meio os recursos disponíveis) um paradigma assente
de modo semelhante em apoios diretos e indiretos.
Senhor Provedor de Justiça,
naturalmente não nos dirigimos a si para discutir a oportunidade ou
bondade das decisões políticas que aqui estão em causa.
Pretendemos antes apontar que, salvo melhor opinião, determinadas
decisões políticas (do foro de Decreto-Lei, ou pelo menos de
Portaria) foram tomadas sem qualquer discussão pública, sem ouvir
os representantes do setor, sem Conselho de Ministros, sem nada,
apenas com uma assinatura do Diretor Geral das Artes, Samuel Rego.
Parece-nos assim que esta decisão fere
o sistema constitucional português, permitindo ao Diretor-Geral das
Artes, na prática, assumir poderes legislativos, alterando, na
prática, o regime constante de um Decreto-Lei (em cujo preâmbulo se
referia expressamente o cumprimento da discussão pública inerente à
produção legislativa em Portugal).
Vimos assim solicitar que a Provedoria
de Justiça se pronuncie acerca desta situação.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Data de entrega de Relatórios de Actividades
O prazo da entrega dos relatórios de actividades à DGArtes
foi decretado pela portaria nº 1204 A/2008 de 17 de Novembro, onde no Artigo
13º, ponto 2 diz o seguinte: “As entidades beneficiárias enviam à DgArtes e à
Direcção Regional de Cultura da respectiva zona de competência relatório de
actividades e contas, com a periodicidade definida no seu contrato”
A adenda aos contratos estipula que a data de entrega do
relatório de actividades é até 31 de Janeiro de 2013. Uma vez que o site da
DgArtes publicou um aviso com alteração na data de entrega do relatório de
actividades de 2012, somos confrontados com a situação estranha da não entrega
do relatório até 31 de Janeiro configurar claramente o incumprimento do
contrato. Recordamos que os contratos iniciais estipulam que qualquer alteração
terá que ser feita por escrito. Tem o
aviso no site da DgArtes peso legal?
Alguns associados da PLATEIA fizeram um pedido de
esclarecimento à DGArtes via telefone e a resposta não foi esclarecedora. A
própria DGArtes solicitou que a dúvida fosse colocada por escrito para
procederem à análise da situação e posterior clarificação.
Face
a estes factos, a PLATEIA alerta os seus associados e sugere que enviem um
pedido de esclarecimento urgente à DGArtes.
Discurso concentração 14 de Janeiro
"Obrigado pela vossa presença neste momento tão importante
para a cultura em Portugal e em particular na cidade do Porto.
Em 1988, a Secretária de Estado da Cultura decidiu que no
Porto havia Companhias de Teatro a mais. E que estas, ou se fundiam umas com as
outras ou seriam afastadas do apoio público às artes. E assim aconteceu. Os
artistas do Porto recusaram aceitar esta ordem arbitrária e foram todos, sem
exceção, afastados do apoio às Artes.
Ao longo dos último 25 anos
Vimos nascer e morrer um Ministério da Cultura em Portugal;
Vimos nascer e morrer um Teatro municipal na cidade do
Porto;
Vimos nascer e morrer a possibilidade de definir, de forma
democrática, as políticas para o setor cultural;
Em 2013 os principais países europeus, e a própria União
Europeia, reforçam os seus orçamentos para a cultura, reconhecendo-a como
imprescindível para a construção do futuro. Mas em Portugal o orçamento para a
cultura desceu abaixo do limiar da sustentabilidade, comprometendo a
pluralidade e o acesso dos públicos. E sobretudo comprometendo o futuro dos
nossos filhos, porque um povo sem cultura será sempre um povo sem independência
política e económica.
O Governo constantemente justifica-se com a falta de
recursos. É mentira. Não se trata só de recursos.
Trata-se de democracia - para discutir políticas, que não
há.
Trata-se de proporcionalidade nos cortes – para garantir um
futuro sustentável – que não há;
Trata-se de de competência – para organizar um concurso com
a devida antecedência – que não há;
Trata-se de conhecimento do país – e e não apenas das folhas
de cálculo e dos modelos matemáticos – que não há;
E é neste contexto que, 25 anos depois, a cidade do Porto
volta a viver a mesma situação.
Novamente uma gabinete da capital.
Novamente um Secretário de Estado da Cultura.
Novamente uma ideia de Engenharia Social.
Mas desta vez de uma forma discreta, sem ultimatos, apenas o
aviso de abertura de um concurso que de um dia para o outro vira de pernas para
o ar a política de apoio às artes, sem qualquer diálogo, sem qualquer
discussão, sem ouvir as associações representantes do setor.
E mais uma vez, o teatro do Porto a ser descriminado e a ser
colocado numa situação ainda mais negativa do que a do resto do país.
Do outro lado da rua, o nº 190, naquela casa com uma
varanda, temos a antiga sede dos “comediantes” uma companhia que há 25 anos foi
aniquilada, de forma gratuita, pelas
políticas dirigistas do governo central.
E estamos aqui hoje – e tantos de nós ainda nem sequer
tinham nascido naquela altura - para
dizer que não aceitamos viver num Estado de Sítio em que a Constituição foi
suspensa e a política se faz por despacho
Vamos voltar-nos, todos juntos, para aquela casa.
Vamos levantar as folhas vermelhas.
Vamos guardar um minuto de silêncio.
Porque não aceitamos a repetição desta história.
Carlos Costa
Direcção Plateia
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Petição Pelas Companhias de Teatro do Porto
No final dos anos oitenta, Teresa Patrício Gouveia, então Secretária de Estado da Cultura de um Governo do Partido Social Democrata, decidiu que as Companhias de Teatro, em atividade na cidade do Porto, se deveriam fundir ou então encerrar. O resultado deste dirigismo político foi brutal para a cidade, e em particular para todos os que não aceitaram o “convite” do governo central: Umas companhias encerraram enquanto as outras viram os seus financiamentos repentinamente cancelados.
25 anos depois, há novamente um Secretário de Estado da Cultura, de um Governo do Partido Social Democrata, a tentar exterminar as Companhias de Teatro da cidade do Porto. Chama-se Jorge Barreto Xavier, e de um dia para o outro – através de um simples despacho – modificou o paradigma do Apoio às Artes em Portugal, sem por um momento considerar o caso particular da cidade do Porto. Caso particular pela alta densidade e qualidade artística, associada a quatro escolas de teatro que constantemente geram novos projetos e alimentam o tecido profissional (técnico e artístico) de todo o país.
O Secretário de Estado da Cultura decidiu então dividir, sensivelmente a meio, os recursos disponíveis – sendo estes já 50% dos de há quatro anos – em dois concursos: Um para “apoios diretos aos artistas” e outro para “apoios a artistas associados às respetivas autarquias”. Mas no Porto é impossível, de facto, a generalidade dos agentes do setor poder optar por uma candidatura em associação com a sua autarquia; Por um lado, pelas restrições orçamentais inerentes ao concurso, e por outro lado, em virtude da debilidade das relações com a Câmara Municipal local (por vontade desta, claro).
Assim, os cortes de financiamento serão, na cidade do Porto, de 75% (!), condenando metade das Companhias de Teatro a pura e simplesmente encerrar.
Esta situação é mais um atentado grave à cultura e à economia da cidade do Porto, colocando em causa o direito de expressão e fruição artística de uma cidade que sempre se afirmou pela pluralidade e diversidade. Por isso chamamos os cidadãos do Porto para uma concentração, no dia 14 de Janeiro, segunda-feira, pelas 17 horas, junto ao edifício do Jornal de Notícias, na Rua Gonçalo Cristovão, no Porto.
E vamos encontrar-nos aqui porque do outro lado da rua, no número 190, fica precisamente a antiga sede da Companhia de Teatro “Os Comediantes”, uma das vítimas, de há 25 anos, das políticas dirigistas e cegas de um Governo profundamente ignorante do que se passava no Porto; Para dizer, na melhor tradição democrática da cidade, que não aceitamos que se legisle por despacho e que continuamos a repudiar este ataque continuado às instituições culturais da cidade.
Depois da Casa da Música são as Companhias de Teatro. E a seguir o que é que será?
25 anos depois, há novamente um Secretário de Estado da Cultura, de um Governo do Partido Social Democrata, a tentar exterminar as Companhias de Teatro da cidade do Porto. Chama-se Jorge Barreto Xavier, e de um dia para o outro – através de um simples despacho – modificou o paradigma do Apoio às Artes em Portugal, sem por um momento considerar o caso particular da cidade do Porto. Caso particular pela alta densidade e qualidade artística, associada a quatro escolas de teatro que constantemente geram novos projetos e alimentam o tecido profissional (técnico e artístico) de todo o país.
O Secretário de Estado da Cultura decidiu então dividir, sensivelmente a meio, os recursos disponíveis – sendo estes já 50% dos de há quatro anos – em dois concursos: Um para “apoios diretos aos artistas” e outro para “apoios a artistas associados às respetivas autarquias”. Mas no Porto é impossível, de facto, a generalidade dos agentes do setor poder optar por uma candidatura em associação com a sua autarquia; Por um lado, pelas restrições orçamentais inerentes ao concurso, e por outro lado, em virtude da debilidade das relações com a Câmara Municipal local (por vontade desta, claro).
Assim, os cortes de financiamento serão, na cidade do Porto, de 75% (!), condenando metade das Companhias de Teatro a pura e simplesmente encerrar.
Esta situação é mais um atentado grave à cultura e à economia da cidade do Porto, colocando em causa o direito de expressão e fruição artística de uma cidade que sempre se afirmou pela pluralidade e diversidade. Por isso chamamos os cidadãos do Porto para uma concentração, no dia 14 de Janeiro, segunda-feira, pelas 17 horas, junto ao edifício do Jornal de Notícias, na Rua Gonçalo Cristovão, no Porto.
E vamos encontrar-nos aqui porque do outro lado da rua, no número 190, fica precisamente a antiga sede da Companhia de Teatro “Os Comediantes”, uma das vítimas, de há 25 anos, das políticas dirigistas e cegas de um Governo profundamente ignorante do que se passava no Porto; Para dizer, na melhor tradição democrática da cidade, que não aceitamos que se legisle por despacho e que continuamos a repudiar este ataque continuado às instituições culturais da cidade.
Depois da Casa da Música são as Companhias de Teatro. E a seguir o que é que será?
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