segunda-feira, 5 de maio de 2014

O teatro e as indústrias criativas

A PLATEIA participou ontem no debate "O teatro e as indústrias criativas" oganizado pelo Teatro Art'Imagem, no encerramente da edição de 2014 do Festival Fazer a Festa. O debate contou também com representantes do Pólo das Indústrias Criativas da Universidade do Porto (UPTEC), da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas (ADDICT), e das empresas Opium e Bastidor Público.

Ao longo do debate, tentou compreender-se melhor o passado recente e avaliar os riscos e oportunidades com que se deparam as artes performativas, e em particular o teatro, face às mudanças de paradigma nas políticas culturais.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Envio de propostas para os teatros municipais do Porto

Na sequência das notícias acerca do Teatro Rivoli e do Teatro do campo Alegre, a PLATEIA esclarece que a Câmara Municipal do Porto está desde já aberta a propostas para a ocupação dos referidos equipamentos.

Estas propostas deverão, desde já, respeitar a estratégia definida pelo executivo municipal, a saber:

Para o Teatro do Campo Alegre: Ocupação temporária a nível de produção, ensaio, apresentação e pós-produção, vocacionado, ainda que de forma não exclusiva, para o apoio a projetos performativos de agentes culturais da cidade do Porto e para residências artísticas de agentes nacionais e internacionais (grande auditório, pequeno auditório, café-teatro, escritórios, salas de ensaio).

Para o Teatro Rivoli: Apresentação de artes performativas de origem local e nacional (pequeno e grande auditório).

Neste momento as decisões estarão a cargo do Vereador da Cultura.
Num segundo momento (talvez a partir do verão) estas decisões já poderão passar pelo Diretor de Programação, cujo concurso neste momento decorre.
Finalmente, num terceiro momento (talvez em 2016) estas decisões já poderão ser tomadas no contexto de uma estrutura/equipa/recursos desenhada para um funcionamento a longo prazo dos equipamentos.

Reunião com a REDE

No dia 14 de março a PLATEIA reuniu com a REDE, no Porto.

A REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea apresenta-se como “uma associação supra-associativa que representa os interesses do sector da dança contemporânea portuguesa. Entidade representativa do sector, que tem sido a expressão viva da mobilização da comunidade da dança contemporânea em Portugal, e o interlocutor, por excelência, com o governo. “

Juntamente com a PLATEIA, a REDE é uma das duas únicas entidades representativas do setor das Artes Performativas em Portugal. E ainda que organizadas de modo diferente (em termos geográficos e de associados) PLATEIA e REDE perseguem objetivos comuns, daí o interesse em articular devidamente as suas estratégias de ação, nomeadamente através de uma comunicação mútua das preocupações e iniciativas.

Na reunião da semana passada partilharam-se preocupações relativas à relação dos agentes com a Direção Geral das Artes e estudou-se a possibilidade de ações comuns.

Em 2014/2015 a Direção da REDE é partilhada pelas estruturas ACCCA, Balleteatro, Bomba Suicida e Companhia Instável.

terça-feira, 11 de março de 2014

O estranho caso dos apoios anuais desaparecidos

Em novembro de 2013, o Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier assegurava a vários jornais nacionais (1) que iria procurar forma de lançar todos os concursos de apoios às artes.
A 10 de março de 2014, a Direção Geral das Artes abre os concursos para os apoios pontuais e à internacionalização, mas é omissa em relação aos apoios anuais, que parecem ter ficado perdidos numa gaveta qualquer.

Esta é uma situação desastrosa, que agrava as já precárias condições de trabalho de muitos artistas e criadores portugueses e demonstra, no mínimo, falta de competência ou empenho por parte do Secretário de Estado da Cultura. Adicionalmente, os apoios à internacionalização sofrem também cortes, encurralando as possibilidades de a arte portuguesa saltar fronteiras.
A Direção Geral das Artes justifica-se com a “data de libertação das verbas”, dando assim a entender, claramente, que não haverá apoios anuais este ano. Ao tomar esta decisão, o governo está a impedir o crescimento de jovens artistas já com provas dadas e mérito reconhecido pela própria DGArtes, e a boicotar a existência de programações sustentadas ao longo do tempo, reduzindo o panorama artístico português a um conjunto de eventos esporádicos, com poucas possibilidades de terem a continuidade que efetivamente cria públicos e constrói uma paisagem cultural e artística dinâmicas.

É essa a política que o senhor Secretário de Estado deseja para a cultura em Portugal?
Será que ao atual governo só interessa a cultura exportável, dispersa e sem real impacto na sociedade?

(1) Público (http://www.publico.pt/politica/noticia/sec-esta-ainda-a-procurar-solucoes-para-lancar-apoio-as-artes-em-2014-1611672) e I Online (http://www.ionline.pt/artigos/mais/direccao-geral-das-artes-vai-receber-menos-55-milhoes)

segunda-feira, 10 de março de 2014

O Porto e a sua Cultura: esboços, modelos e incertezas

Na passada sexta-feira, 7 de março, a direção da Plateia reuniu com a vereação da Cultura da Câmara Municipal do Porto no sentido de partilhar a preocupação acerca do projeto do Teatro Municipal do Porto (Teatro Rivoli e Teatro Campo Alegre). Nessa reunião de cerca de 60 minutos - e em que também esteve presente a REDE -  foram apresentados aos representantes dos artistas da cidade ideias genéricas e apontamentos vagos do modelo de gestão para aqueles espaços culturais.

Quase meio ano depois do início do mandato autárquico, tudo aponta para que existam apenas esboços sobre o que fazer com estes equipamentos. Em breve deverá ser aberto um concurso para diretor de programação do Teatro, mas curiosamente desconhece-se qual o orçamento e que modelo jurídico servirá estes teatros.
O vereador do pelouro da Cultura, Paulo Cunha e Silva, afirmou que os modelos que irão ser criados terão a expertise e a marca do diretor nomeado. Reconheceu ainda que tem sido um processo lento e difícil e informou a direção da Plateia de que este dossier só estará completo, e que o Teatro Rivoli e Teatro Campo Alegre só estarão em pleno funcionamento, daqui a dois anos aproximadamente, isto é, no último ano desta legislatura. 

A Plateia aguarda novos desenvolvimentos, especialmente no que diz respeito ao concurso do diretor de programação, e não deixa de registar a surpresa por a Plateia não ter sido convidada para fazer parte do júri do mesmo concurso, visto que o know-how da Associação certamente permitiria escolher com maior segurança esta nova figura de grande impacto nas dinâmicas culturais da segunda maior cidade do país.

Perante este cenário de incertezas, a Plateia não pode deixar de sentir preocupação quando o tecido de criação artística e cultural da cidade continua a desagregar-se e a desaparecer.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Onde está o Apoio às Artes, Senhor Secretário de Estado da Cultura?

No final do ano passado, quando da aprovação do Orçamento de Estado, a PLATEIA manifestou a sua preocupação relativamente à capacidade do Secretário de Estado da Cultura para, simultaneamente, cumprir os compromissos já assumidos (apoios bienais e quadrienais) e abrir os concursos pontuais e anuais a que a lei obriga.

Na altura o Senhor Secretário de Estado da Cultura - que, recorde-se, não tem lugar no Conselho de Ministros -  garantiu publicamente que tinha condições para assumir todos os compromissos referidos.

Mas entretanto já estamos no fim de fevereiro e nada se sabe sobre a abertura de concursos anuais e pontuais. Mais do que isso, não se iniciou ainda a celebração das adendas (relativas a 2014) referentes aos contratos bienais e quadrienais já celebrados.

Onde está o Apoio às Artes, Senhor Secretário de Estado da Cultura?

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Indefinição da CMP quanto ao programa de Teatro Municipal

A PLATEIA – Associação de Profissionais das Artes Cénicas exprimiu ao Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Paulo Cunha e Silva, a sua preocupação pelo prolongar da indefinição relativa ao programa de Teatro Municipal (abrangendo as salas do Rivoli e Campo Alegre), que durante a campanha eleitoral foi anunciado pela candidatura que agora chefia o executivo da CMP.

Preocupa-nos a aparente falta de orientação dentro do próprio executivo autárquico.
Preocupa-nos a aparente falta de orçamento para programação.
Preocupa-nos a necessidade de capitalizar a visibilidade do Porto, apostando também num turismo cultural, o que passaria necessariamente pelo investimento.