segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fazer a Festa

No contexto da 35ª edição do Fazer a Festa, a direção da PLATEIA esteve ontem presente na conversa e reflexão promovida pelo Teatro Art'Imagem, acerca do passado, presente e futuro do festival, na Junta de Freguesia do Bonfim.

domingo, 10 de abril de 2016

POLÍTICA, por favor, Sr. Primeiro-Ministro.

Ao longos dos últimos anos, as organizações representativas do setor da cultura têm sido constantemente chamadas a assumir o papel de comentadores ou oráculos: comentadores quando os Ministros cessam funções e oráculos quando são nomeados. Esta semana não foi exceção: O que pensam da demissão do Ministro? Que futuro adivinham na nomeação do Ministro? E por entre estes folhetins – com bofetadas e tudo - constantemente escapa o que interessa:

Sr. Primeiro-Ministro, que papel entende dever ter a cultura e a criação artística no desenvolvimento do país?
Sr. Primeiro-Ministro, como se propõe a defender o modelo nacional de Apoio às Artes, nomeadamente o Apoio Direto à Criação e Produção?
Sr. Primeiro-Ministro, não acha que já era tempo de acrescentar aos indicadores que obcecadamente tentam medir o impacto económico das artes, indicadores que possam medir o seu impacto cultural e intrínseco?
Sr. Primeiro-Ministro, já reparou que o seu orçamento para a cultura se assemelha demasiadamente ao do governo anterior e mergulhou a Direção-Geral das Artes numa gritante falta de recursos humanos e financeiros?
Sr. Primeiro-Ministro, que posição vai Portugal assumir, no contexto da União Europeia, relativamente à inscrição da cultura e da criação artística nas prioridades da UE para 2020-2030?

E agora, o Primeiro-Ministro – pessoalmente ou delegando no seu Ministro da Cultura – chamava a PLATEIA para discutir estas questões. À saída da reunião, a PLATEIA dava conta da mesma à imprensa. Outras organizações do setor seria ouvidas. Depois o governo, e a maioria parlamentar, tomavam decisões fundamentadas, transparentes e assertivas. Mais à frente os cidadãos seriam chamados, em eleições para a Assembleia da República, a avaliar os resultados das decisões tomadas.


POLÍTICA, por favor, Sr. Primeiro-Ministro.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Afinal - para o Apoio às Artes - o Governo PS é igualzinho ao Governo PSD/PP


Em 2015 a PLATEIA reuniu com todos o grupos parlamentares solicitando a inscrição plurianual da despesa de Apoio às Artes 2017-2020 já no orçamento de 2016. Esta medida não teria qualquer impacto no volume da despesa mas permitiria acabar com o caos no setor provocado pelo sucessivo atraso na abertura de concursos.

Infelizmente para o governo do Partido Socialista - e apesar de todos os votos de empenho assegurados durante o último ano - esta questão vale tanto como para o anterior governo PSD/PP, ou seja não vale nada, pelo que a Lei do Orçamento de Estado de 2016 não a incluiu.

Continuaremos portanto a ter concursos a abrir em dezembro e prolongando-se até meados do ano a que respeitam, na mais absoluta desconsideração por todos aqueles que prestam este serviço público, sabotando qualquer possibilidade de boa gestão dos recursos dos contribuintes e numa chocante humilhação dos trabalhadores que, ao longos dos primeiros semestres, são forçados a exercer atividade sem garantia de remuneração.

Afinal - para o Apoio às Artes - o Governo do Partido Socialista é igualzinho ao Governo PSD/PP.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Jornadas de Teatro no Teatro Nacional Dona Maria II

A PLATEIA saúda o TNDM pela organização das Jornadas de Teatro nos dias 14 e 15 de Março.

Durante as jornadas, e em colaboração com a REDE, a PLATEIA esteve disponível para receber e sintetizar propostas concretas dos participantes, através de um endereço de correio eletrónico dedicado.

Numa dos painéis - sobre Estatuto do Trabalhador do Espectáculo, Segurança Social e Recibos Verdes - esteve presente um dos membros da Direção da PLATEIA, Carlos Costa.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Valuing the Arts

A 7 e 8 de março a PLATEIA esteve em Paris, no encontro “Valuing the Arts”, organizado pelo IETM - International Network for Contemporary Performing Arts. O IETM é uma rede que agrega agentes das artes performativas de todo o mundo. Neste encontro, reservado exclusivamente a organizações públicas ou representativas do setor, Portugal esteve representado pela PLATEIA (Carlos Costa), pela REDE (Ana Figueira) e pela Direção-Geral das Artes (Nuno Moura).

Ao longo dos dois dias, o programa contou com algumas comunicações de especialistas no setor mas dividiu-se, sobretudo, entre várias sessões de trabalho em que os participantes se agregavam por pares, por assuntos ou livremente. Assim, foi a primeira vez que PLATEIA, REDE e DGArtes tiveram oportunidade para trabalhar de um modo tão próximo.

As discussões oscilaram em torno de três tópicos principais: Novos argumentos a favor do apoio público às artes, envolvimento de agentes do setor nos processos de decisão política e definição de novos indicadores para avaliar o impacto da criação artística. E foi relativamente a este último que a PLATEIA mais se empenhou na discussão, defendendo a necessidade de indicadores que meçam o “valor cultural” e não apenas o “valor económico”, portanto num desvio ao que tem sido a estratégia principal da advocacia do setor, que, ao longo dos últimos dez anos, tem estado tão preocupada em justificar-se pelo impacto económico, que parece ter esquecido que tem um valor não mensurável pelos indicadores económicos.


A PLATEIA propôs o desenvolvimento de um estudo científico multidisciplinar que permita apontar, fundamentar e exigir indicadores para medição do “valor cultural” da criação artística, de modo a que, em sede de definição de políticas e orçamentos públicos, o valor das artes não seja apenas o seu valor económico.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

órgãos sociais da PLATEIA 2016/2018

Em assembleia-geral realizada a 22 de fevereiro de 2016 foram eleitos e tomaram posse os novos titulares dos órgãos sociais com mandato até fevereiro de 2018. Na mesma altura foram aprovados relatório e contas 2015 e plano e orçamento 2016.


MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL

Presidente – Mário Moutinho (programador, ator)
Vice-Presidente – Adelaide Teixeira (atriz)
Secretário – José Leitão (encenador)

DIRECÃO
Presidente – Carlos Costa (dramaturgo, encenador, ator)
Vice-Presidente – Jorge Palinhos (dramaturgo, crítico, investigador)
Tesoureiro – Luís Mestre (dramaturgo, encenador, ator)
Secretário - Cristovão Carvalheiro (ator)
Vogal – Teresa Arcanjo (atriz)

CONSELHO FISCAL

Presidente – Julieta Guimarães (programadora, produtora)
Vice-Presidente – Pedro Carvalho (encenador, ator)
Secretário – Luís Ribeiro (técnico de luz)


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016