quarta-feira, 11 de março de 2015

Câmara do Porto cancela Agenda das Artes Performativas

A Câmara Municipal do Porto cancelou a produção da Agenda das Artes Performativas cuja produção se tinha iniciado em janeiro, em colaboração com a PLATEIA. A CMP afirmou entender que o investimento na agenda poderia ser aplicado, de forma mais eficaz, noutras iniciativas culturais que perfilhem a estratégia do Pelouro. Recorde-se que a Agenda, de caráter mensal, seria editada pela PLATEIA e produzida (design, impressão e distribuição) pela CMP. O primeiro número em distribuição seria precisamente o deste mês de março.

A PLATEIA está surpreendida com a decisão, tanto mais que esta marcha atrás ocorre depois de o projeto ter sido tornado público, ter sido criada uma logística para a recolha de informação e terem sido editados (pela PLATEIA) os números de março e abril. E porque, na análise de custo/benefício, apresentada pela CMP, não descortinamos nenhum elemento superveniente, ou seja, os dados que temos hoje não contrariam os que suportaram a decisão de avançar com o projeto.

Mais ainda, as razões que são alegadas - o número de entradas e as entidades representadas - parece-nos que seriam claramente contrariadas quando as organizações do setor se organizassem para fornecer a informação, o que, claramente, só poderia acontecer após ter sido estabelecido uma rotina de produção e divulgação, algo que, aliás, já se começava a verificar no boletim de abril.

Ainda assim, queremos acreditar que o Pelouro da Cultura da CMP, saberá encontrar uma outra via - com mais benefícios - para promover e divulgar as artes performativas na cidade do Porto, afetando-lhe os recursos  que estavam destinados à agenda, e contribuindo para dar a devida visibilidade ao grande número de atividades, de pequena escala, que existem na cidade.


Fundamental, em nossa opinião, é que se mantenha a lógica de investimento que presidiu ao avanço do projeto de agenda: Investimento nas artes performativas em particular e não na atividade do pelouro da Cultura em geral; Investimento não inferior ao orçamentado para a agenda; Investimento alargado às atividades promovidas por todos os agentes e não apenas pelo município.

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