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Comunicado (interno) do Presidente da AG

Estimados associados, Cumpre-me informar-vos que na Assembleia Geral do passado dia 24 de Fevereiro, segunda-feira (em que se aprovaram as contas e relatório de 2019, nenhuma lista se apresentou a eleições. Assim, por proposta minha enquanto Presidente da Mesa, ficou decidido que se daria um prazo de até 90 dias para que sejam convocadas novas eleições, ficando a direcção cessante em funções executivas, mas sem poder para tomar qualquer decisão que ultrapasse essas funções, nomeadamente em processos urgentes como a regulamentação (em curso) da Rede de Teatros e os mecanismos de solidariedade (com companhias e profissionais) exigidos pelo atual cancelamento de atividades. A data da nova assembleia para novas eleições será marcada dentro do prazo estabelecido. Desse modo, estou pessoalmente empenhado em ouvir os associados para a constituição de uma lista que constitua, mais de que um conjunto de nomes para os órgãos sociais, um grupo de trabalho que queira dinamizar e discutir ...

Desde 2004 com o Rivoli no corpo e na alma

Grande notícia! A PLATEIA organizou uma vigília à porta do Rivoli! Aí, ao som de gaitas-de-foles, Rui Moreira, juntou-se ao protesto contra a Câmara Municipal e aceitou o microfone que lhe estendemos, sublinhando a importância do teatro municipal, enquanto espaço de liberdade, na política cultural da cidade Foi a 24 de julho de 2006. A imprensa nacional pode não ter registado a sua presença, Senhor Presidente, mas nós, que literalmente o fizemos passar entre a multidão e lhe  metemos o micro nas mãos, nós não esquecemos. PLATEIA, desde 2004 com o Rivoli no corpo e na alma 

suspensão das funções de Sara Barros Leitão na direção

Na sequência da notícia publicada ontem na edição on-line do jornal Público, assinada por André Borges Vieira, a diretora Sara barros Leitão comunicou que suspendia funções por considerar que a partir desse momento não tinha condições para continuar a exercer a representatividade inerente a tal cargo. Carlos Costa, Jorge Palinhos e Teresa Arcanjo (outros membros da direção) - considerando que todas as decisões acerca da questão em apreço foram tomadas por unanimidade - confirmam que até aqui, e em nenhum momento, as decisões teriam sido outras sem a participação da Sara; e agradecem a sua generosidade e empenho ao longo dos últimos dois anos. A suspensão dura até ao fim do mandato dos órgãos sociais, a 24 de fevereiro de 2020.

Solidariedade com os trabalhadores da Plural Entertainment

Terminou ontem o último dia de greve parcial dos trabalhadores da  Plural Entertainment Portugal SA , contra o aumento do horário de trabalho proposto pela empresa que vai contra o acordado no ano anterior. Estava apalavrada uma redução progressiva para as 8h de trabalho, tendo, neste momento, uma base de trabalho de 9h por dia, que tem vindo a revelar grande sucesso ao nível da produtividade e cumprimento dos planos de rodagem. Aliado a isto, a grande prioridade em 2020 seria m os aumentos salariais significativos, tendo os trabalhadores decidido, por isso, manter as 9h de trabalho durante o ano que decorre. Ainda assim, a administração alega que é necessário aumentar a carga horária diária em mais uma hora, e é só nesse sentido que apresenta uma proposta aos trabalhadores. A PLATEIA demonstra a sua maior solidariedade com os trabalhadores que estiveram em greve e que estão a trabalhar arduamente no sentido da melhoria das condições de trabalho de todos os trabalhadores do audiov...

O Teatro Municipal do Porto

O Porto não precisa de uma Guarda Pretoriana Tendo tomado conhecimento dos factos alegados pela Companhia A Turma, pelo Teatro Municipal do Porto e pela Regina Guimarães, a PLATEIA vem demonstrar o seu mais profundo repúdio por uma atitude em que o Teatro Municipal do Porto replica o que de pior caracterizou os três mandatos de Rui Rio. E o pior é que com o outro Rui, pelo menos as coisas eram às claras. Com este Rui, não. Durante 12 anos, o Presidente da Câmara, Rui Rio, ass umiu-se como o censor-mor da cidade, inserindo nos contratos de financiamento a seguinte cláusula: "[O segundo outorgante] deve abster-se de, publicamente, expressar críticas que ponham em causa o bom-nome e a imagem do município do Porto, enquanto entidade co-financiadora da actividade." Inconstitucional e digna de do déspota (mal) iluminado que geria a cidade, o articulado tinha a vantagem de deixar tudo em pratos limpos e pelo menos já sabíamos do que gastava a casa. Agora é mais complexo:...

A Ministra que mente

Mentira. Não tens graça, Graça. O orçamento da cultura não subiu. Desceu. Reparem. Há um ano, na nota explicativa sobre o OE 2019 o governo esclarecia que o orçamento da Cultura, sem comunicação social, era de 244 milhões. Para 2020 não aponta um número mas esclarece que este - o orçamento da Cultura sem comunicação social - está na casa dos 44% do total de 523 milhões afetos ao Ministério... logo 230 milhões. E já agora, o que o governo faz, quanto ao orçamento total do MC, é comparar a despesa consolidada em 2019 com a despesa prevista para 2020, mais um truque para nos enganar a todos e apresentar números que desvirtuam a realidade (há de facto um crescimento da verba total estimada, mas de 5% e não 16%) Portanto... sem comunicação social: Era 244. É 230. Desceu. Não tens graça, António.